No mundo dos
negócios, obras, conhecimento, invenções, inovações e outras expressões da
criatividade humana são convertidas em propriedade privada e protegidas por lei
por meio do sistema de propriedade intelectual. Como propriedade privada, elas
são comercializadas como bens imateriais, chamados de activos intangíveis. A
difusão dos conceitos e a utilização dos instrumentos de protecção da
propriedade intelectual são fundamentais para empresas e indivíduos assegurarem
que suas criações, invenções, obras artísticas ou literárias tenham retorno
financeiro quando da actividade de comercialização desses activos. Além disso,
dentro do contexto da era da economia do conhecimento, a propriedade
intelectual legalmente protegida transformou-se em um importante activo para a
competitividade das empresas que desejam optimizar o valor desses bens. No
entanto, para atingir esse objectivo, a empresa deve saber como planear a
estratégia do negócio, como proteger produtos actuais e futuros, gerando valor
para sua capacidade inovativa. Este processo é de grande valia no
desenvolvimento das nações, na medida em que tem como finalidade: Favorecer o
comércio internacional; Estimular novos métodos de produção; Aumentar a
produtividade; Gerar riquezas; Melhorar a qualidade de vida; Fomentar a
faculdade criadora; Aumentar as possibilidades da ciência e da tecnologia; Enriquecer
o mundo da literatura e das artes.
Blog de Sérgio Braz, Agente Oficial de Propriedade Industrial. Autor e consultor em Propriedade Intelectual.
Thursday, January 2, 2025
IMPORTÂNCIA DA PROPRIEDADE INTELECTUAL PARA UMA EMPRESA
Thursday, December 12, 2024
MOMENTOS EXTREMAMENTE PREOCUPANTES
Após as eleições presidenciais e gerais realizadas em 9 de outubro, o país tem vivido momentos de alguma instabilidade. Há manifestações de rua, com surtos preocupantes de violência, em protesto contra a maneira como o processo eleitoral foi conduzido.
O comércio, a educação e vários outros serviços (públicos e privados) estão seriamente afectados e a situação pode ser descrita como caótica.
Contudo, o Instituto da Propriedade Industrial (IPI) continua em funcionamento. O nosso escritório está aberto para negócios, mas com severas restrições, e como resultado, pode haver alguns atrasos na resposta à demanda.
Espera-se que a situação se acalme nos próximos dias e que as coisas voltem ao normal em breve.
Em caso de necessidade contacte-nos através do info@baipa.co.mz
Friday, November 22, 2024
ESTADOS-MEMBROS DA OMPI ADOPTAM O TRATADO DE DIREITO DE DESIGN DE RIAD
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| Imagem retirada da página da OMPI |
Benefícios do Tratado de Direito de
Design de Riad
Os designs
impulsionam as escolhas do consumidor ao tornar os produtos atraentes para os
consumidores. Eles são ativos comerciais que aumentam o valor de mercado de um
produto e fornecem uma vantagem competitiva. O Tratado de Riad tornará
significativamente mais fácil para designers, especialmente designers de menor
escala e micro, pequenas e médias empresas (PMEs), registarem seus trabalhos.
O Tratado de Riad
ajudará a tornar a estrutura para procedimentos de proteção de design mais
previsível e tornará os procedimentos em si menos complexos e mais acessíveis.
Será mais fácil para designers registrarem solicitações em várias jurisdições
diferentes.
O que o Tratado fará:
Estabelecer uma
lista máxima de indicações ou elementos que os designers devem depositam o
pedido de registo. Estabelecer uma lista fechada de elementos ajudará a criar
uma estrutura previsível para procedimentos de protecção de design: designers
que desejam registar um pedido saberão exactamente quais indicações ou
elementos podem ser necessários.
Permitir que os
requerentes escolham como eles representam o design em um pedido (desenhos,
fotografias ou, se admitido pelo escritório de PI, vídeo).
Permitir que os
requerentes incluam vários designs num único pedido, sob certas condições.
Definir
requisitos para a concessão de uma data de depósito. Manter a lista de
requisitos de data de depósito para pedidos de design no mínimo é crucial
porque, no campo do design, adiar a data de depósito pode resultar em uma perda
definitiva de direitos.
Prever um
período de graça de 12 meses após uma primeira divulgação do design, durante o
qual tal divulgação não afectará sua validade para registo.
Permitir que os
requerentes mantenham seus designs não publicados por pelo menos seis meses
após terem garantido uma data de depósito.
Fornecer medidas
de alívio e oferecer alguma flexibilidade aos requerentes para impedi-los de
perder seus direitos caso percam um prazo. Sem tais medidas, perder um limite
de tempo geralmente resulta em perda de direitos. No caso de designs, essa
perda é irreparável.
Simplificar o
procedimento para solicitar a renovação de um registo de design.
Promover a
introdução de sistemas de depósito electrónico para designs e a troca electrónica
de documentos prioritários.
O Tratado prevê
a disponibilidade de assistência técnica para países em desenvolvimento e menos
desenvolvidos para a implementação do Tratado.
Além disso, o
Tratado de Lei de Design de Riad conecta expressamente a protecção de design
com a protecção do conhecimento tradicional e das expressões culturais
tradicionais. Isso é alcançado por meio de uma disposição sob a qual as partes
contratantes podem exigir que os requerentes depositem informações sobre
expressões culturais tradicionais e conhecimento tradicional relevantes para a
elegibilidade para registo do design.
O Tratado exige 15 partes contratantes para entrar em vigor.
Saiba mais aqui
Thursday, November 21, 2024
Thursday, October 10, 2024
Tuesday, September 24, 2024
DIREITO E CULTURA: NOVAS TECNOLOGIAS E OS DIREITOS DE AUTOR
Este é o tema de
uma das palestras integradas no rol de várias outras organizadas pela Ordem dos
Advogados de Moçambique no âmbito das actividades levadas a cabo por ela para
comemorar os seus trinta anos de existência. E, diga-se, em boa hora a organização
inclui este tema no seu vasto programa, já que são raras as vezes em que o tema
da propriedade intelectual é tido e achado.
Foram abordadas questões
ligadas a Inteligência Artificial e sua possível regulação, a regulamentação da
Lei dos Direitos de Autor, as Sociedades de Gestão Colectiva dos Direitos de
Autor, o registo de obras, o funcionamento do sistema da propriedade
industrial, e as possibilidades, potencialidades e oportunidades que os
criadores podem obter através do registo dos seus direitos.
Foi pena que constrangimentos ligados ao tempo não permitiram o aprofundamento dos assuntos e não permitiu um debate mais profícuo como seria de desejar. Valeu, no entanto, pela oportunidade criada pela Ordem de trazer o tema à ribalta num evento de grande envergadura.
O Critério da Semelhança Fonética no Exame de Marcas: Por que uma Única Letra Não Evita a Recusa pelo IPI
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O processo de registo de marcas em Moçambique exige mais do que criatividade: exige atenção aos requisitos legais e ao contexto do mercado. ...







