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| imagem retirada da Internet |
Para
um processo de transferência de tecnologia bem sucedido é importante ter em atenção
vários aspectos para evitar que o processo descarrilhe.
Abaixo,
apresentam-se alguns exemplos:
Aspectos ligados às diferenças
culturais:
dependendo das instituições envolvidas (empresas, universidades, entidades
governamentais, indústrias), existe um potencial de conflito na maneira de
fazer as coisas, ou seja, as diferenças de organização, procedimentos e comunicação
poderão gerar tensões entre os envolvidos. Aqui cabem também questões ligadas a
resistência à mudança e as dificuldades de integração (devidos aos hábitos de
trabalho, muitos colaboradores não estão dispostos a mudar, e o medo do
desconhecido faz com que os novos métodos de trabalho não sejam bem vistos e
aceites, para além da dificuldade em aceitar e integrar novos sistemas).
Aspectos legais e
contratuais: devem ser acautelados
desde o inicio e devem ser claros, justos e entendidos por todas as partes
envolvidas. A titulo de exemplo, questões como direitos de propriedade
intelectual, confidencialidade, responsabilidade, conformidade, resolução de
disputas e cláusulas de rescisão devem ser minuciosamente discutidas e
acordadas, sob pena de eventuais lingas e onerosas disputas judiciais.
Questões
relacionadas a Propriedade Intelectual: apesar de fazerem parte dos aspectos legais, pela sua importância acrescida
merecem destaque individualizado. Por ser uma área susceptivel à conflitos, a
propriedade intelectual envolvida no processo deve ser cabalmente discutida e
todos os problemas encontrados devem ser clarificados resolvidos atempadamente,
evitando assim que os mesmos constituam um empecilho para a transferência.
Questões técnicas
e operacionais:
o fim último da transferência de tecnologia é que, uma vez transferida a tecnologia
seja facilmente manuseada, usada, pelo adquirente. Assim, é desejável que a tecnologia transferida seja compatível, confiável e escalável para o uso
e o ambiente pretendidos. Pelo que, especificações técnicas, padrões de
qualidade, métodos de teste, procedimentos de manutenção e requisitos de
treinamento sejam tidos em conta na negociação.
Exiguidade de Recursos: organizações de
pequeno porte devem avaliar se têm capacidade de fornecer o que estão a negociar
ou se estão em condições de usar a tecnologia que pretendem adquirir.
Aspectos éticos e
sociais:
é preciso assegurar que a tecnologia em causa seja amiga do ambiente, o seu
funcionamento seja favorável aos direitos humanos,
saúde, segurança e justiça social, sob pena do seu uso afectar ter um impacto
negativo na sociedade.