#diamundialdaIP
#inovação
Blog de Sérgio Braz, Agente Oficial de Propriedade Industrial. Autor e consultor em Propriedade Intelectual.
#diamundialdaIP
#inovação
Em 2022 escrevi
sobre o papel das indicações geográficas (IGs) na valorização dos produtos
locais. Hoje, revisitar este tema mostra como a protecção por IG continua a ser
uma ferramenta poderosa para pequenas e médias empresas (PMEs) que desejam
destacar a qualidade e a reputação dos seus produtos em mercados competitivos.
As indicações
geográficas (IGs) são direitos de propriedade intelectual que identificam
produtos originários de uma determinada área geográfica, cuja qualidade ou
reputação está directamente ligada à sua origem.
As IGs fazem com
que as PMEs:
As IGs continuam a ser uma estratégia essencial para valorizar produtos locais e fortalecer economias regionais. Para as PMEs, investir em IGs é investir em reputação, confiança e protecção.
Em 2022 escrevi sobre os benefícios da protecção de marca para startups e pequenas e médias empresas. Passados alguns anos, constato que este conteúdo continua actual e essencial para quem empreende em mercados competitivos. Revisitar este tema é um verdadeiro retorno que mostra como a marca pode ser um activo estratégico de longo prazo.
A protecção da
marca por meio do registo oferece os seguintes benefícios:
Fonte: WIPO
Hoje, mais do
que nunca, startups e PMEs precisam pensar na marca como activo estratégico.
Qual desses benefícios você já aproveitou ou gostaria de explorar no seu
negócio?
O Governo aprovou
no passado dia 24 de Março de 2026 a
adesão de Moçambique ao Sistema de Haia,
um marco importante para a protecção internacional dos desenhos industriais e para o fortalecimento da competitividade
económica do país.
O que significa esta adesão?
Com esta decisão,
Moçambique passa a integrar um sistema internacional que permite aos criadores
proteger os seus desenhos industriais em vários países através de um único pedido. Isso representa redução
de custos de registo internacional, simplificação de formalidades e procedimentos administrativos e maior
segurança jurídica contra cópias e uso indevido no exterior
Instrumentos incluídos
A adesão abrange
três tratados administrados pela Organização Mundial da Propriedade
Intelectual (OMPI), a saber:
Impacto para empresas e criadores
Segundo o
Governo, esta medida é estratégica para a inserção das empresas moçambicanas —
especialmente as pequenas e médias
empresas (PMEs) — nos mercados internacionais. Entre os principais
benefícios destacam-se o acesso
facilitado a novos mercados, o reforço da protecção jurídica das criações
nacionais, a modernização do sistema nacional de propriedade industrial no que
diz respeito aos processos de registo e gestão de direitos e o fortalecimento das capacidades
institucionais
Um passo para o futuro
A adesão ao
Sistema de Haia demonstra o compromisso de Moçambique com a inovação, criatividade e desenvolvimento
económico sustentável. Ao alinhar-se com padrões internacionais, o país
posiciona-se de forma mais competitiva no panorama global, abrindo novas
oportunidades para designers, empreendedores e indústrias criativas.
Como um
instrumento estruturante que visa reforçar e consolidar o sistema nacional da
propriedade intelectual no país, a nova política e estratégia coloca a inovação,
criatividade e valorização do património cultural no centro das estratégias de
desenvolvimento económico e social, alinhando o país às tendências globais de
competitividade.
Principais objectivos da PEPI 2026–2035
Impacto esperado
Com medidas de
capacitação, sensibilização e reforço institucional, a política pretende:
Um futuro baseado no conhecimento
A aprovação da PEPI
2026–2035 reafirma o compromisso do Governo em proteger os direitos dos
criadores e inventores moçambicanos. Espera-se que esta estratégia contribua
para a diversificação da economia, valorização dos activos intangíveis e maior
competitividade internacional.
Um dos momentos
decisivos para qualquer negócio é a fase das fusões e aquisições, comumente conhecidas
na sua versão em Inglês, Mergers and acquisitions (M&A). Entre os activos
que sustentam o valor e a continuidade de uma empresa, as marcas ocupam um
papel de destaque na medida em que, mais do que meros símbolos visuais, elas
representam acesso ao mercado, confiança do consumidor e a história de
investimentos que moldaram a empresa por vários anos.
Com efeito, durante
as fusões e aquisições as marcas garantem a continuidade de marca (preservam a
identidade perante clientes e parceiros), a valoração do negócio (reforçam o
valor intangível e a posição competitiva) e acesso ao mercado (sem registos
claros, negócios podem ser bloqueados ou atrasados).
Por isso, ao antes
de entrar numa operação do género há que cuidar para não corrir o risco de ter
lacunas no portfólio, tais como reformulação de marca inesperada e onerosa, rejeições
em mercados digitais e disputas legais em mercados estratégicos. É igualmente
importante verificar se há averbamentos pendentes em múltiplas jurisdições, restrições
de coexistência/licenciamento, propriedade fragmentada e registos em
mercados-chave.
Assim, para uma
boa e cómoda operação de fusão e aquisição é recomendável efectuar uma diligência
alinhada ao plano de negócios, validar propriedade e registos em todas as jurisdições
relevantes, alinhar os activos digitais (nomes de domínio, redes sociais, mercados
digitais), priorizar registos por urgência e fortalecer a governança com
políticas de propriedade intelectual e formações.
Para o alcance
desse desiderato, eis a lis do essencial a ser verificado:
Em M&A, as
marcas não são apenas detalhes jurídicos — são activos de alto impacto que podem
acelerar ou comprometer o sucesso da operação. Uma gestão proactiva e
estratégica garante que a marca continue sendo um motor de crescimento e
confiança no mercado.
A 17 de abril de 2026, o Instituto da Propriedade Industrial (IPI) emitiu uma decisão que recusa definitivamente o registo da marca SOLIX ...