Wednesday, July 9, 2025

LIMITES TERRITORIAIS DOS ACTIVOS INCORPÓREOS: UM DESAFIO PARA OS CONTRATOS INTERNACIONAIS

Como a territorialidade da propriedade intelectual pode comprometer transaCções globais e exigir cláusulas contratuais precisas

imagem retirada da Internet

Num mundo cada vez mais digital e interconectado, activos incorpóreos – como marcas, patentes, softwares e direitos de autor – ocupam papel central na economia. No entanto, esses bens enfrentam um obstáculo jurídico importante: a protecção territorial, ou seja, os seus direitos são válidos apenas nos países onde foram registados ou reconhecidos. Essa limitação gera desafios complexos, especialmente nos contratos internacionais de compra e venda, que muitas vezes são regidos pela Convenção de Viena sobre Compra e Venda Internacional de Mercadorias (CISG).

Activos incorpóreos e a ilusão da globalidade

Apesar de circularem facilmente pelo meio digital, os activos intangíveis não têm protecção jurídica automática em escala global. Diferente de um produto físico, que pode ser comprado e enviado a qualquer lugar, um software ou marca, por exemplo, precisa ser registado localmente para que os seus direitos sejam garantidos.

A CISG e sua (in)aplicabilidade aos activos intangíveis

A CISG foi criada para uniformizar regras sobre a venda internacional de mercadorias. No entanto, o seu escopo é voltado para bens corpóreos. Activos incorpóreos escapam desse enquadramento, o que cria lacunas jurídicas quando são tratados como “mercadorias” em contratos internacionais.

É justamente esse ponto que o professor José Augusto Fontoura Costa (USP) explora num artigo publicado no portal JOTA. Segundo ele, há uma clara inadequação da CISG para lidar com os aspectos territoriais dos activos incorpóreos.

Os riscos jurídicos dos contratos mal redigidos

Quando um contrato internacional ignora a territorialidade dos direitos de propriedade intelectual, as consequências podem ser sérias:

·       Invalidação de cláusulas de uso ou exclusividade em determinados territórios;

·       Impossibilidade de exercer direitos em países onde o activo não está protegido;

·       Disputas judiciais por infracção, nulidade ou lacuna contratual.

Boas práticas contratuais

Para mitigar riscos, é fundamental que os contratos internacionais envolvendo activos incorpóreos contenham:

·     Delimitação clara da territorialidade dos direitos licenciados ou transferidos;

·     Garantias sobre a titularidade e validade dos registos em cada país envolvido;

·    Previsões sobre a obrigação de registo ou extensão dos direitos para outros territórios;

·    Cláusulas de responsabilidade em caso de falha na protecção local.

Conclusão

O comércio internacional de activos incorpóreos exige atenção redobrada. Apesar da aparência de fluidez global, a realidade jurídica ainda é profundamente territorial. Ignorar esse facto é arriscado – especialmente quando se parte do pressuposto de que a CISG poderá suprir lacunas que, na prática, ela não cobre.

Para uma análise aprofundada, leia o artigo completo no JOTA:

Limites territoriais dos ativos incorpóreos – José Augusto Fontoura Costa

Wednesday, June 11, 2025

DUE DILIGENCE DE PI: SINAIS DE ALERTA, SUPERAÇÃO DE OBSTÁCULOS E AGREGAÇÃO DE VALOR DURANTE FUSÕES & AQUISIÇÕES E INVESTIMENTOS


No dia 10 de junho de 2025, participei de um webinar altamente esclarecedor, organizado pela MIP e pela Zacco, sobre o papel crítico da Due Diligence de PI em Fusões e Aquisições e Negócios de Investimento. Aqui estão os principais pontos que todo investidor, startup e profissional de PI deve saber.

Por que a Due Diligence de PI é Essencial

A due diligence de PI geralmente ocorre tarde demais no ciclo do negócio, limitando a sua capacidade de agregar valor estratégico. Sem uma avaliação oportuna e especializada, riscos ocultos podem comprometer o sucesso do negócio.

Considerações Principais para Compradores e Investidores

Comece cedo: consultas iniciais de PI moldam os termos do negócio e revelam potenciais obstáculos.

Garanta a propriedade: verifique se a PI pode ser transferida sem restrições ou ónus.

Alinhe com a estratégia: garanta que o portfólio de PI suporte os roteiros de produtos actuais e futuros.

Orçamento para manutenção: entenda os custos contínuos relacionados à manutenção de PI.

Dicas de Preparação para Startups e PMEs

Documente a Inovação: mantenha registos claros de como as ideias e invenções evoluíram.

Crie sistemas de PI: estabeleça processos estruturados para capturar e proteger a PI.

Demonstre o valor da PI: conecte a sua Propriedade Intelectual directamente à sua história de crescimento e potencial de mercado.

Mecanismos Legais para Transferência de Propriedade Intelectual

Verificação da cadeia de titularidade

Revisão da cessão e consentimentos de terceiros

Liquidação de penhoras ou disputas, havendo.

Validação de registos transfronteiriços

Acordos detalhados de cessão de Propriedade Intelectual

Melhores Práticas para Mapeamento do Portfólio de Propriedade Intelectual

Catalogue todos os activos de Propriedade Intelectual

Vincule a Propriedade Intelectual a produtos e serviços específicos

Identifique a cobertura da jurisdição

Avalie a solidez e os riscos da propriedade intelectual

Analise os custos de manutenção

Conclusão

Quer seja um investidor, adquirente ou fundador de startup, a Propriedade Intelectual é um pilar fundamental do valor do negócio. A due diligence antecipada e a gestão de Propriedade Intelectual bem estruturada podem mitigar riscos e impulsionar o crescimento estratégico. 

Assista à repetição do webinar aqui.

Tuesday, June 3, 2025

MAURÍCIAS ADERE AO PROTOCOLO DE HARARE

A República das Maurícias aderiu, no passado mês de Maio, ao Protocolo de Harare sobre Patentes, Modelos de Utilidade e Desenhos Industriais. O acto ocorreu durante a 4.ª Conferência dos Chefes dos Escritórios de Propriedade Intelectual (HIPOC, do Inglês Heads of Intellectual Property Offices Conference) em Freetown, Serra Leoa.

Com esta adesão, as Maurícias tornam-se o 21º Estado-Membro da ARIPO a aderir ao Protocolo de Harare. Os Outros são Botswana, Cabo Verde, Eswatini, Gâmbia, Gana, Quénia, Lesotho, Libéria, Malawi, Moçambique, Namíbia, Ruanda, São Tomé e Príncipe, Serra Leoa, Seicheles, Sudão, Tanzânia, Uganda, Zâmbia e Zimbábwe.

 Leia mais aqui.

Fonte: ARIPO
É importante lembrar que o Protocolo foi adoptado em 10 de Dezembro de 1982, em Harare, Zimbabué, e entrou em vigor em 1984. Através dele, um requerente de patente, modelo de utilidade ou desenho industrial pode, mediante o depósito de um único pedido, designar qualquer um dos Estados Contratantes do Protocolo de Harare nos quais deseja ter sua invenção protegida.



Tuesday, May 27, 2025

SEMENTES E PROPRIEDADE INTELECTUAL: O QUE IMPORTA SABER

Sementes de gergelim. Imagem retirada da Yahoo images.

A semente é o ponto de partida de qualquer sistema alimentar. Mas, no mundo actual, ela também pode ser objecto de propriedade intelectual (PI). Com efeito, muitas sementes podem estar protegidas por patentes, certificados ou direitos exclusivos.

Daí que seja importante perceber como a propriedade intelectual se aplica às sementes, quem são os principais afectados e o que isso significa para agricultores, povos e suas comunidades ou países.

🌾 O que é protegido?

A protecção intelectual sobre sementes acontece, principalmente, de duas formas:

1.      Direitos dos Criadores de Variedades Vegetais[1]

  • Aplicam-se a variedades novas, estáveis e distintas de plantas.
  • São muito utilizados por empresas de melhoramento genético e institutos de pesquisa.
  • Garantem ao criador o direito exclusivo de multiplicar e comercializar as sementes por um período determinado (geralmente entre 15 e 25 anos)[2].

2. Patentes sobre sementes geneticamente modificadas

  • Utilizadas em sementes alteradas por biotecnologia (transgênicas).
  • As patentes dão ao titular o controle total sobre o uso da semente, incluindo proibição de replantio por parte do agricultor.
  • Muito comum no sector de grandes culturas como milho, soja e algodão.

🌍 Aspectos a ter em conta

A propriedade intelectual, quando aplicada sem adaptações à realidade local, pode entrar em conflito com os direitos dos agricultores tradicionais, que:

  • Trocam e replantam sementes entre si há gerações;
  • Desenvolvem variedades locais resistentes ao clima e pragas, usando conhecimento empírico;
  • Valorizam a diversidade genética, e não a uniformidade industrial.

Nesse contexto, as regras de PI devem respeitar os direitos consuetudinários e o saber tradicional. É por isso que tratados internacionais, como o Protocolo de Nagoya[3], exigem:

Consentimento prévio das comunidades.

Repartição justa dos benefícios resultantes do uso dos seus recursos genéticos e conhecimento associado.

O risco da biopirataria[4]

Quando empresas ou institutos usam sementes locais ou conhecimento tradicional sem autorização ou compensação, está-se diante da chamada biopirataria, um desafio crescente no continente africano e em outras regiões com alta biodiversidade.

A protecção legal adequada é fundamental para evitar o uso indevido de saberes e garantir que as comunidades sejam reconhecidas e beneficiadas.

Por isso, a propriedade intelectual pode ser uma ferramenta útil para promover a inovação agrícola e a valorização de sementes tradicionais, desde que:

  • Respeite os sistemas agrícolas locais;
  • Reconheça os direitos dos agricultores e comunidades tradicionais;
  • Favoreça a soberania alimentar e o uso livre de sementes por pequenos produtores.

Conclusão

Ainda que não pareça, existe uma conexão muito forte entre a propriedade intelectual e as sementes. Assim, é importante que agricultores, líderes comunitários e empreendedores da agricultura sustentável entendam que essa relação é essencial para proteger os seus direitos e valorizar os seus conhecimentos.



[1] Moçambique é membro do Protocolo de Arusha para a Proteção de Novas Variedades de Plantas, adoptado pela ARIPO em Julho de 2015. O protocolo tem como objectivo conceder e proteger os direitos dos criadores e é aplicado a todos os géneros e espécies de plantas.

Em termos nacionais, temos o Decreto nº 12/2013, de 10 de Abril, que aprova o Regulamento de Sementes; O Decreto n.º 26/2014, de 28 de Maio, que aprova o Regulamento de Protecção de Novas Variedades de Plantas.

 [2] O Protocolo de Arusha garante a protecção por vinte anos.

[3] Protocolo de Nagoya sobre Acesso e Repartição de Benefícios, é um acordo suplementar de 2010 à Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) de 1992. Foi adoptado em 29 de outubro de 2010 em Nagoya, Japão, e entrou em vigor em 12 de outubro de 2014.O seu principal objectivo é a concretização de um dos três objectivos da CDB, nomeadamente a repartição justa e equitativa dos benefícios decorrentes da utilização dos recursos genéticos, contribuindo assim para a conservação e o uso sustentável da biodiversidade. A nível interno, Moçambique ratificou o Protocolo através da Resolução nº 2/2014, de 3 de Junho.

Outrossim, pela Resolução 2/94, de 24 de Agosto, Moçambique ratificou a Convenção das Nações Unidas Sobre a Diversidade Biológica. Esta convenção tem como objetivo “a conservação da diversidade biológica, a utilização sustentável de seus componentes e a repartição justa e equitativa dos benefícios derivados da utilização dos recursos genéticos, mediante, inclusive, o acesso adequado aos recursos genéticos e a transferência adequada de tecnologias pertinentes, levando em conta todos os direitos sobre tais recursos e tecnologias, e mediante financiamento adequado”.

 [4] “Biopirataria é o nome dado à exploração e utilização de recursos naturais ou conhecimento tradicional a respeito desses recursos de forma ilegal. O tráfico de animais, a extração de princípios ativos e a utilização do conhecimento da população indígena sem autorização são exemplos de biopirataria”. In Mundo Educação, disponível em https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/biopirataria.htm.


Monday, May 26, 2025

🛡️ COMO A PROPRIEDADE INTELECTUAL FORTALECE NEGÓCIOS INDÍGENAS E COMUNITÁRIOS

A propriedade intelectual (PI) desempenha um papel crucial para ajudar empreendedores a construir negócios mais sólidos, protegidos e competitivos. Seja você dono de uma empresa pequena, média ou grande, é importante saber que não existe uma única forma de aplicar a PI — especialmente quando falamos de negócios enraizados em tradição, cultura e saberes locais.

Empresas lideradas por povos indígenas e comunidades tradicionais, por exemplo, muitas vezes enfrentam desafios e preocupações específicas ao navegar por esse sistema. Mas também contam com ferramentas valiosas que podem ser adaptadas à sua realidade e ajudar a preservar a sua identidade cultural enquanto agregam valor ao seu negócio.

A seguir, veja 8 formas práticas de usar a propriedade intelectual para proteger, valorizar e promover produtos e serviços baseados na tradição:


1. Proteja expressões culturais contemporâneas com direitos de autor

Obras literárias, músicas, danças, histórias e outras expressões criativas podem — e devem — ser registadas. Isso garante que sua autoria seja reconhecida e legalmente protegida.


2. Registe o design industrial de seus produtos

A aparência e o estilo dos seus produtos artesanais ou industriais também têm valor. O design industrial protege esses elementos visuais e evita cópias.


3. Transforme palavras, nomes e símbolos em marcas registadas

Nomes indígenas, expressões linguísticas ou símbolos únicos podem ser registados como marca, garantindo exclusividade no uso comercial e reforçando a identidade cultural do seu negócio.


4. Use marcas colectivas e de certificação

Marcas colectivas identificam produtos feitos por membros de um grupo ou associação. Já as marcas de certificação comprovam que os produtos seguem certos padrões culturais ou geográficos.


5. Vincule os seus produtos a um local com Indicação Geográfica (IG)

Se os seus produtos estão fortemente ligados a um território — como ocorre com muitas comunidades indígenas —, a indicação geográfica é uma forma de valorizar essa origem e proteger o uso do nome do local.


6. Proteja inovações baseadas em conhecimento tradicional

Muitos saberes transmitidos oralmente contêm soluções inovadoras em áreas como agricultura, medicina natural e culinária. Existem caminhos para reconhecer e proteger legalmente essas inovações.


7. Use o segredo comercial para manter práticas confidenciais

Você não precisa divulgar tudo para estar protegido. Técnicas, fórmulas e processos podem ser guardados por meio de contratos e segredos comerciais.


8. Aja contra cópias e apropriação indevida

As leis de concorrência desleal também ajudam a impedir que terceiros se beneficiem indevidamente de criações e produtos inspirados na tradição local.


🌱 Empreender com raízes e protecção

A propriedade intelectual não serve apenas para grandes empresas ou inovações tecnológicas. Ela também está ao alcance de comunidades que empreendem com base na cultura, na tradição e no território. Ao proteger os seus conhecimentos e produtos, você fortalece não apenas o seu negócio, mas também sua identidade e sua comunidade.


💼 Precisa de ajuda para proteger sua marca, logotipo ou saber tradicional?

Nós oferecemos serviços especializados em registo e gestão de propriedade intelectual. Actuamos com marcas, logotipos, patentes, design industrial e muito mais — com atendimento voltado à realidade de negócios criativos, locais e sustentáveis.

📌Fale connosco agora e descubra como podemos ajudá-lo a proteger o que é seu por direito.

 



Sunday, May 25, 2025

25 DE MAIO - DIA DE ÁFRICA

O dia 25 de Maio é considerado o Dia de África porque foi neste dia, em 1963, que foi criada a Organização da Unidade Africana (OUA), na Etiópia. África é o único continente com duas organizações regionais de propriedade intelectual, a Organização Regional Africana da Propriedade Intelectual (ARIPO), com sede em Harare, Zimbabwe, e a Organização Africana da Propriedade Intelectual (OAPI), com sede em Yaoundé, Camarões.




        


COMO EVITAR ERROS NO REGISTO DE MARCAS EM MOÇAMBIQUE: CONSCIENCIALIZAÇÃO E BOAS PRÁTICAS

O processo de registo de marcas em Moçambique exige mais do que criatividade: exige atenção aos requisitos legais e ao contexto do mercado. Um simples erro pode resultar em recusa do pedido ou até na necessidade de renunciar à marca, com prejuízos financeiros significativos.

Na edição nº 45 do Boletim da Propriedade Industrial, um caso chamou a atenção: uma única empresa nacional apresentou 95 pedidos de renúncia de marca, o que representa um desperdício de cerca de 192.375,00 MT[1].


Por Que Marcas São Recusadas ou Renunciadas?

O Código da Propriedade Industrial de Moçambique (CPI), em seu artigo 122, estabelece que marcas semelhantes ou imitadas de outras já registadas podem ser recusadas.

As causas mais comuns para renúncia ou recusa são:

  • Imitação deliberada (má fé) – Algumas entidades tentam registar marcas muito semelhantes a outras para enganar consumidores e obter vantagens indevidas.
  • Desconhecimento da lei – A maioria dos casos, no entanto, resulta da falta de informação sobre os requisitos legais para o registo de marcas.

Requisitos Legais para o Registo de Marcas em Moçambique

De acordo com o artigo 121 do CPIM, há critérios claros que devem ser respeitados:

1.      Distinção

A marca deve ser única e claramente diferente de outras já registadas. Os consumidores precisam reconhecer a marca e associá-la correctamente ao produto ou serviço.

2.      Originalidade

Não pode haver imitação de marcas existentes, mesmo que parcial. Usar sinais visuais, nomes ou logotipos semelhantes pode levar à recusa do registo.

3.      Semelhança

A marca não pode ser semelhante a marcas notoriamente conhecidas e de prestígio, tanto em Moçambique como internacionalmente (artigos 136 e 137 do CPI).


Exemplo Real: O Que Não Fazer

Imagine alguém visita os EUA, gosta do nome "Domino’s Pizza", e decide abrir um restaurante com esse nome em Maputo. Por mais inspirador que pareça, o nome será recusado automaticamente pelo IPI por semelhança com marca mundialmente conhecida.

É muito mais estratégico criar um nome novo, distinto e com potencial legal de protecção.


A Importância da Consciencialização

A maioria desses erros pode ser evitada com formação adequada e acesso à informação. Empresários, empreendedores e profissionais devem:

  • Conhecer os critérios legais para registo de marca.
  • Fazer pesquisas de anterioridade antes de submeter o pedido de registo.
  • Consultar um agente de propriedade industrial certificado.
  • Participar em workshops, seminários e palestras promovidos pelo IPI.

Onde Obter Informação Fiável?

  • Instituto da Propriedade Industrial (IPI): https://www.ipi.gov.mz/
  • Boletim da Propriedade Industrial – Publicado mensalmente com informações sobre registos, decisões e alterações legais..

Conclusão: Marcas Fortes Começam com Informação

O registo de marcas em Moçambique é mais do que um processo burocrático — é uma ferramenta estratégica de protecção e valorização do negócio. Evitar imitações, semelhanças e erros técnicos pode salvar recursos preciosos e garantir exclusividade no mercado.


💡 Vai registar a sua marca? Consulte um um profissional antes de investir.

🔐 Lembre-se: proteger a sua marca é proteger o seu futuro.

 



[1] Isso em 2010. Com as taxas actuais, o valor seria 432 843,75MT.


O Critério da Semelhança Fonética no Exame de Marcas: Por que uma Única Letra Não Evita a Recusa pelo IPI

  A 17 de abril de 2026, o Instituto da Propriedade Industrial (IPI) emitiu uma decisão que recusa definitivamente o registo da marca SOLIX ...